Uma startup fundada por estudantes da Link School of Business acaba de receber um aporte de R$200 mil para acelerar o desenvolvimento de uma plataforma que combina inteligência artificial, exames genéticos, análises sanguíneas e dados de dispositivos vestíveis (como relógios inteligentes) para criar uma representação digital personalizada da saúde de cada usuário.
A rodada de investimento marca um novo capítulo para a Bodybase, healthtech criada pelos estudantes de Administração Arthur Carvalho e Estevão Antunes. A proposta da empresa é utilizar dados biológicos e comportamentais para antecipar riscos à saúde, personalizar estratégias de suplementação e apoiar decisões médicas de forma mais precisa e preventiva. O negócio já conta com mais de 100 pessoas na lista de espera.

Batizado de “Bodybase”, o modelo digital desenvolvido pela startup reúne informações provenientes de wearables (dispositivos eletrônicos vestíveis), além de dados genéticos e marcadores sanguíneos. Com base nesse conjunto de informações, um motor de inteligência artificial analisa milhares de variáveis em tempo real para identificar padrões, sugerir intervenções e acompanhar a evolução da saúde ao longo dos anos.
“A Link teve um papel fundamental no processo de discovery da Bodybase. O contato com mentores, especialistas e outros empreendedores nos ajudou a transformar uma inquietação em uma tese consistente: em uma era de IA e veículos autônomos, ainda é inaceitável que as pessoas precisem interpretar PDFs para entender a própria saúde. Com a captação, temos a oportunidade de acelerar a validação dos nossos canais de aquisição e seguir desenvolvendo a tecnologia que vai tornar a medicina preventiva mais acessível, personalizada e orientada por dados”, afirma Arthur Carvalho em entrevista ao The University Journal.
Segundo os fundadores, a tecnologia foi desenhada para ir além do monitoramento tradicional oferecido por aplicativos de saúde. Em vez de apenas registrar métricas, a plataforma busca transformar dados dispersos em recomendações práticas, com suporte médico integrado ao processo.
A visão dos fundadores é migrar de um modelo reativo de cuidados, baseado no tratamento de doenças após o surgimento de sintomas, para uma abordagem preventiva, capaz de identificar tendências e riscos antes que eles se tornem problemas clínicos. A combinação entre inteligência artificial e acesso a dados bioquímicos também pretende ampliar o acesso a recursos de personalização da saúde que hoje costumam estar restritos a clínicas de alto padrão.
O investimento, feito por um grupo de investidores-anjo do setor de saúde, será utilizado para fortalecer a tecnologia da plataforma e apoiar a próxima fase de crescimento da startup, que surge em um momento de expansão do mercado de healthtechs e de crescente interesse por soluções baseadas em medicina personalizada e análise preditiva.
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