Iniciativa reúne pesquisas sobre comunicação política, comunicação pública e estudos eleitorais, além de capacitar estudantes em análise de dados, monitoramento digital e estratégias discursivas

Campus da ESPM no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

A ESPM anunciou a criação do Laboratório de Comunicação Política ESPM, iniciativa voltada à pesquisa, formação acadêmica e produção de conhecimento sobre comunicação política, comunicação pública e estudos eleitorais. O projeto será lançado oficialmente no próximo dia 25 de maio e surge em um contexto marcado pelo avanço da desinformação, pela polarização política e pelo crescimento do uso de inteligência artificial nos ambientes digitais.

A proposta do laboratório é investigar como campanhas eleitorais, discursos políticos, plataformas digitais e instituições públicas influenciam a construção do debate público e a relação entre Estado, mídia e sociedade. A iniciativa também pretende ampliar a formação prática de estudantes de Comunicação, aproximando o ambiente acadêmico de temas que passaram a ocupar posição central na dinâmica democrática contemporânea.

Além da produção científica, o novo espaço atuará na capacitação de alunos em áreas como análise de discurso, monitoramento de redes sociais, media training, comunicação institucional, gestão de crise e aplicação de inteligência artificial na análise de fenômenos políticos.

Segundo Adriane Buarque de Holanda, o projeto foi estruturado em três linhas principais de pesquisa: Discurso e Comunicação Eleitoral, dedicada ao estudo de campanhas, propaganda política e comportamento eleitoral; Comunicação Pública e Democracia, voltada a temas como transparência institucional, participação cidadã e enfrentamento da desinformação; e Tecnologia, Dados e Inteligência Artificial, focada em monitoramento digital, análise automatizada de narrativas e construção de bancos de dados acadêmicos.

“Um dos eixos estratégicos do laboratório será o uso da inteligência artificial para coleta, classificação e análise de dados eleitorais e institucionais. A proposta inclui o monitoramento de discursos, conteúdos de campanha, notícias e postagens em plataformas digitais, com o objetivo de criar bases de dados que apoiem pesquisadores e estudantes”, afirma Adriane.

Entre as iniciativas previstas está a criação de um Observatório de Ética Eleitoral, que acompanhará campanhas locais sob a perspectiva da responsabilidade social e da integridade informacional. O laboratório também planeja promover oficinas, maratonas criativas e projetos voltados ao enfrentamento da desinformação e da polarização política.

Para Adriane, a proposta busca conectar formação acadêmica e fortalecimento democrático em um cenário de profundas transformações tecnológicas. “O princípio que orienta o projeto é formar profissionais capazes de compreender criticamente a política como dimensão central da comunicação contemporânea e, ao mesmo tempo, fortalecer a qualidade do debate democrático”, diz.

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