Rafael e Victor se conheceram na Liga de Empreendedores do Insper e hoje comandam a frente de grandes contas da Doxa, empresa que inicia sua operação oficial nos Estados Unidos.

Rafael Fernandes e Victor Pimenta se conheceram na Liga de Empreendedores do Insper. Hoje, enquanto conciliam a graduação em Computação com a rotina de uma empresa em expansão internacional, os dois lideram a área de grandes contas e clientes enterprise da Doxa, startup brasileira de inteligência artificial que faturou R$30 milhões em 2025 e já atendeu mais de 1.500 clientes.
Por meio de clonagem facial e de voz e de uma inteligência artificial própria capaz de identificar conteúdos com maior potencial de viralização, a Doxa cria e distribui conteúdo para empresas nas redes sociais sem que seus donos precisem gravar um único conteúdo. A tecnologia permite automatizar a produção e a distribuição digital para negócios de diferentes segmentos.
Operação chega aos Estados Unidos
O crescimento da Doxa passa agora pela expansão internacional. Em agosto de 2026, a empresa iniciou sua operação oficial nos Estados Unidos a partir de um escritório em Miami, que funciona como base para relacionamento com clientes, parceiros e realização de eventos no mercado norte-americano.
A estrutura faz parte da estratégia de entrada comercial da empresa no país e deverá ser utilizada também para a construção de uma rede local de parceiros e agências.

“A abertura da operação em Miami representa um passo importante na nossa estratégia global. Queremos validar nosso modelo nos Estados Unidos e fortalecer uma rede internacional de parceiros“, diz Rafael em entrevista ao The University Journal.
À frente da expansão no mercado norte-americano estão Diogo Guilhon, fundador da Doxa, e Gabriel Basques, cofundador da empresa, responsáveis pela estruturação da operação nos Estados Unidos e pelo desenvolvimento da frente de licenciamento no país. A divisão de responsabilidades acompanha a estratégia de crescimento da companhia: enquanto Diogo e Gabriel lideram a expansão da Doxa nos Estados Unidos, incluindo a construção da rede local de parceiros e licenciados, Rafael Fernandes e Victor Pimenta seguem à frente das grandes contas e clientes enterprise em escala global, além de auxiliarem a expansão da empresa no Brasil.

Além do Brasil e dos Estados Unidos, a Doxa possui presença comercial em mercados da Europa e do Oriente Médio. A expansão norte-americana representa, segundo os sócios, uma nova etapa na estratégia de crescimento da companhia.
Inteligência artificial para criar vídeos em escala
A tecnologia desenvolvida pela Doxa parte de uma entrada relativamente simples: uma fotografia e um arquivo de áudio fornecidos pelo cliente. A partir desses materiais, a plataforma cria um avatar personalizado capaz de reproduzir a aparência e a voz da pessoa.
A inteligência artificial também analisa grandes volumes de vídeos, tendências e formatos utilizados nas redes sociais para identificar padrões de desempenho e orientar a produção dos conteúdos. O sistema considera elementos como ganchos, estruturas de roteiro, temas recorrentes e formatos com maior potencial de retenção.
“O diferencial não está apenas na geração dos vídeos, mas na inteligência utilizada para entender quais formatos possuem maior potencial de desempenho para cada nicho“, explica Rafael.

A proposta, segundo o sócio, é concentrar em uma única plataforma etapas que tradicionalmente dependeriam de diferentes profissionais e fornecedores.
“Com a tecnologia da Doxa, conseguimos reunir roteiro, produção, edição e estratégia de conteúdo em um único fluxo. Isso permite que uma empresa mantenha uma operação contínua de conteúdo sem precisar estruturar internamente toda essa cadeia”, afirma Rafael.
A empresa informa que sua inteligência de conteúdo analisa mais de 100 mil vídeos por nicho e utiliza essas informações para gerar roteiros personalizados de acordo com o segmento, a empresa e o público de cada cliente.
Escala e garantia de visualizações
A operação automatizada está diretamente relacionada aos números apresentados pela Doxa. Com 25 pessoas na equipe, a empresa afirma produzir aproximadamente 900 vídeos diariamente e já ter ultrapassado 10 bilhões de visualizações orgânicas geradas para clientes.
Entre as empresas atendidas estão Magalu, G4 e Nathalia Beauty, além de pequenas e médias empresas que utilizam a plataforma para ampliar a produção e distribuição de conteúdo nas redes sociais.
“A tecnologia permite que empresas de diferentes portes produzam conteúdo de forma muito mais rápida, mantendo consistência e escala“, afirma Victor Pimenta, sócio da Doxa.
Um dos principais diferenciais comerciais apresentados pela startup é a garantia de 1 milhão de visualizações orgânicas ou o dinheiro de volta.

A garantia considera, segundo a Doxa, um total de 60 conteúdos publicados ao longo de 90 dias. Para ter direito à condição, o cliente precisa cumprir requisitos como publicar um vídeo a cada 24 horas, manter o perfil público e utilizar os materiais entregues sem modificações. Tráfego pago, compra de seguidores ou visualizações e outros mecanismos artificiais de distribuição invalidam a garantia.
“A garantia é uma forma de colocar nossa tecnologia à prova e alinhar o nosso interesse ao resultado que o cliente busca. O foco está no alcance orgânico construído a partir da estratégia e da frequência de conteúdo”, afirma Victor.
A garantia considera, segundo a Doxa, um total de 60 conteúdos publicados ao longo de 90 dias. Para ter direito à condição, o cliente precisa cumprir requisitos como publicar um vídeo a cada 24 horas, manter o perfil público e utilizar os materiais entregues sem modificações. Tráfego pago, compra de seguidores ou visualizações e outros mecanismos artificiais de distribuição invalidam a garantia.
“A garantia é uma forma de colocar nossa tecnologia à prova e alinhar o nosso interesse ao resultado que o cliente busca. O foco está no alcance orgânico construído a partir da estratégia e da frequência de conteúdo”, afirma Victor.
Rede de licenciados amplia distribuição
Além da venda direta para empresas, a Doxa vem estruturando um modelo de distribuição baseado em uma rede de agências e licenciados.
Atualmente, mais de 70 agências integram a rede da empresa. A estratégia é fazer com que esses parceiros incorporem as soluções da Doxa aos próprios portfólios e as ofereçam aos seus clientes, ampliando a distribuição sem depender exclusivamente da venda direta.

A meta estabelecida pela companhia é chegar ao fim de 2027 com 2 mil agências parceiras no Brasil e outras mil nos Estados Unidos. A expansão da rede está relacionada ao objetivo de ultrapassar 100 mil clientes até o final do próximo ano.
“Queremos que as agências sejam um dos principais canais de distribuição da nossa tecnologia. Elas conhecem profundamente seus clientes, enquanto nós concentramos os investimentos em produto e inteligência artificial“, diz Victor.
O modelo permite que a Doxa concentre esforços no desenvolvimento da tecnologia e dos produtos, enquanto os parceiros ficam responsáveis pelo relacionamento e pela distribuição junto aos clientes finais.

Uma parceria que começou dentro do Insper
Apesar de a Doxa ter hoje uma operação com atuação internacional, a trajetória de Rafael e Victor na empresa começou dentro do ambiente acadêmico.
“Foi na Liga de empreendedores do Insper que começamos a trocar experiências sobre empreendedorismo e percebemos que tínhamos objetivos parecidos. Hoje seguimos construindo essa trajetória juntos, conciliando faculdade e empresa“, diz Victor.
Os dois também passaram a atender clientes e administrar parte da operação da empresa dentro do Hub de Inovação e Empreendedorismo da instituição, aproximando a experiência acadêmica da rotina empresarial. O contato com outros estudantes empreendedores, eventos e oportunidades de networking, segundo os sócios, contribuiu para a construção da trajetória profissional.
“Conciliar a graduação com uma operação que cresce diariamente exige muita organização, mas o ambiente empreendedor que estamos tendo contato desempenha um papel importante na nossa formação e na forma como aprendemos a resolver problemas”, afirma Rafael.

Para os estudantes, a experiência também representa uma relação direta entre formação acadêmica e construção de negócios.
“O Insper foi o lugar onde nos conhecemos, construímos nossa rede de relacionamento e encontramos um ambiente que incentiva o empreendedorismo. Poder viver essa experiência enquanto ajudamos a construir uma empresa de tecnologia é algo muito significativo“, concluem os estudantes.





