A divulgação do resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025 colocou em evidência um grupo seleto de 49 cursos de Medicina que alcançaram a nota máxima na avaliação. A lista reúne instituições públicas e privadas, de diferentes regiões do país, e ajuda a traçar um retrato relevante da formação médica brasileira neste momento de transição e fortalecimento dos instrumentos de avaliação do ensino superior.
Aplicado pelo Ministério da Educação, o Enamed foi concebido para aferir competências, habilidades e conhecimentos adquiridos ao longo da graduação em Medicina, com foco na formação generalista, na capacidade de tomada de decisão clínica e na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS). O exame vem sendo tratado pelo MEC como um instrumento com potencial para influenciar políticas públicas, currículos e processos regulatórios.
Entre os cursos que obtiveram nota máxima em 2025, observa-se uma forte presença de universidades públicas federais e estaduais, tradicionalmente reconhecidas por sua inserção em redes de hospitais universitários, produção científica e integração ensino-serviço. Instituições como USP, Unicamp, UFMG, UFRN, UFBA e UFU aparecem com múltiplos campi ou cursos bem avaliados, indicando consistência institucional na formação médica, inclusive fora dos grandes centros urbanos.
Ao mesmo tempo, o resultado também chama atenção para o desempenho de instituições privadas e comunitárias, como a PUCRS, a Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, a Faculdade de Medicina de Catanduva, o Centro Universitário Christus e a Universidade Positivo. A presença dessas instituições entre as notas máximas sugere que modelos acadêmicos baseados em forte infraestrutura assistencial, metodologias ativas e vínculo com serviços de saúde de alta complexidade têm conseguido resultados competitivos no exame nacional.
Outro dado relevante é a distribuição geográfica dos cursos com nota máxima. Há destaque para o interior de estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná e Pernambuco, além de cidades médias e polos regionais do Norte e Nordeste. Esse cenário reforça a leitura de que a qualidade da formação médica não está restrita às capitais e aponta para o amadurecimento de projetos pedagógicos em regiões estratégicas para a expansão da assistência médica no país.
Embora o Enamed ainda esteja em processo de consolidação, o desempenho dessas 49 faculdades tende a ser acompanhado de perto por estudantes, gestores acadêmicos e formuladores de políticas públicas. Mais do que um ranking, o resultado funciona como um indicativo de práticas bem-sucedidas na formação médica, em um contexto no qual qualidade, regulação e impacto social passaram a ocupar lugar central no debate sobre o futuro dos cursos de Medicina no Brasil.
O RANKING:







