Uma plataforma de economia compartilhada voltada ao aluguel de roupas femininas, criada por estudantes universitários em São Paulo, acaba de dar um passo relevante em sua trajetória de crescimento. A Clô, startup fundada por alunos da Link School of Business e do Insper, recebeu um aporte de R$100 mil para acelerar suas operações e estruturar a próxima fase do negócio.

Plataforma de aluguel de roupas femininas Clô. Foto: Divulgação/Clô

O investimento é realizado pela Link Vector, aceleradora ligada à Link School of Business, e vai além do capital financeiro. A startup passa a ter acesso à estrutura de apoio às startups da instituição, além de mentores, professores e uma rede de apoio voltada ao desenvolvimento de novos modelos de negócio, especialmente no campo da inovação e do consumo consciente.

Criada a partir da percepção de que itens de uso ocasional poderiam circular mais e gerar valor ao longo do tempo, a Clô nasceu inicialmente como uma proposta de economia compartilhada entre universitários. Durante a validação do modelo, os fundadores identificaram que a maior parte da demanda estava concentrada no vestuário feminino, o que levou à especialização da plataforma nesse segmento.

Plataforma de aluguel de roupas femininas Clô. Foto: Divulgação/Clô

A operação permite que mulheres aluguem peças disponibilizadas por outras usuárias, ao mesmo tempo em que monetizam roupas que já possuem. A empresa é responsável por toda a cadeia logística, incluindo coleta, entrega e lavagem profissional das peças, garantindo padronização e controle de qualidade. Atualmente, o serviço funciona exclusivamente na capital paulista e já realizou centenas de aluguéis, com taxa de sucesso próxima a 100%, segundo dados da própria startup.

A Clô foi fundada por Felipe Garrote Schocair e Pedro Fogliatto Preuss, ambos estudantes de Administração da Link School of Business, e por Julia de Mattos Dahne, estudante de Administração do Insper. A composição do time fundador reflete a união entre diferentes ecossistemas acadêmicos, algo que, segundo os empreendedores, contribuiu para a validação do serviço e sua disseminação inicial entre públicos universitários distintos.

Felipe Garrote Schocair, Julia de Mattos Dahne e Pedro Fogliatto Preuss, fundadores da Clô. Foto: Divulgação/Clô

Em depoimento, um dos fundadores destaca que o apoio institucional tem sido determinante para a consolidação do projeto. “O apoio de mentores da Link e do Insper tem sido fundamental para tornar essa caminhada mais consistente. Com a captação, temos a oportunidade de consolidar a Clô no mercado e ressignificar a forma como as mulheres se relacionam com suas roupas, incentivando um consumo mais inteligente e consciente”, afirma.

A movimentação da Clô ocorre em um contexto de crescente interesse por modelos de negócio baseados em acesso, sustentabilidade e economia circular, especialmente entre o público jovem. Para as instituições de ensino envolvidas, o avanço da startup também reforça o papel das universidades como ambientes de formação empreendedora e de estímulo à criação de soluções alinhadas às transformações do mercado e do comportamento do consumidor.

LEIA TAMBÉM