Iniciativa aposta em ciência e tecnologia para enfrentar desafios estruturais do sistema de saúde

A Fundação Getulio Vargas e o Ministério da Saúde oficializaram, na quarta-feira (28), na sede da Fundação no Rio de Janeiro, um Acordo de Cooperação Técnico-Científico voltado ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria prevê o desenvolvimento de estudos, pesquisas, eventos técnico-científicos, capacitações e apoio institucional.
O objetivo é ampliar e melhorar a capacidade de atendimento do sistema e intensificar a produção de evidências para orientar decisões estratégicas e políticas públicas. Através da geração de soluções inovadoras para desafios históricos, busca-se a melhoria do desempenho e da qualidade do atendimento.
Durante a cerimônia de assinatura, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância de aproximar o Ministério das instituições de pesquisa:
“Cuidar da saúde de mais de 200 milhões de brasileiros e brasileiras é o grande desafio do SUS, que tem peso não só na agenda social, mas também na econômica, na geração de emprego, na expansão industrial e na incorporação tecnológica. Esse acordo com a Fundação Getulio Vargas amplia a contribuição da ciência e da pesquisa na avaliação crítica das políticas públicas e fortalece o papel institucional do Ministério da Saúde em trazer as melhores soluções para enfrentar os desafios do SUS.”
A cooperação permitirá ampliar o uso de dados administrativos e assistenciais na formulação e avaliação de políticas públicas, disseminar conhecimento técnico-científico com impacto direto nas atividades do SUS, qualificar gestores e profissionais de saúde e promover espaços de diálogo e articulação.
Para a diretora de Pesquisa e Inovação da FGV, Goret Paulo, a parceria reforça o papel da ciência na construção de soluções para o sistema:
“Além de aplicar as melhores ferramentas de inteligência artificial, teremos capacitações e ambientes de inovação voltados ao desenvolvimento de novas soluções, para que propostas transformadoras sejam implementadas pelo SUS.”
Na ocasião, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou a dimensão do SUS e a necessidade de aprimoramento contínuo das políticas públicas:
“O Brasil construiu um dos maiores sistemas de saúde do mundo. O SUS combina universalidade com integralidade, oferecendo da vacina ao transplante para mais de 200 milhões de habitantes em um país continental e diverso. Para acompanhar a implantação dessas políticas e ver seus efeitos na prática, precisamos continuamente estudar, analisar e aperfeiçoar. É fundamental desenvolver capacidade para utilizar evidências e pesquisas no aprimoramento do sistema de saúde brasileiro.”
Massuda, que também é pesquisador da FGV, reforçou a importância da aproximação entre ciência e gestão pública:
“Estou muito feliz de poder estar na Fundação, onde também sou professor, e aproximar a produção científica das necessidades de implantação e qualificação das políticas públicas por meio de evidências científicas. Essa aproximação entre o Ministério da Saúde e a FGV é essencial para pensar iniciativas que fortaleçam o SUS com base na ciência.”



